TGO e TGP alteradas: o que significa e quando investigar?

Dra. Ana Beatriz da Silva Sacerdote • March 30, 2026

Introdução

Receber um exame com TGO e TGP alteradas pode gerar dúvida e, muitas vezes, preocupação.


“Mas eu nem bebo…”
Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.


E faz sentido.


Muita gente associa alteração no fígado apenas ao álcool, quando, na verdade, existem várias outras causas possíveis.


A boa notícia é que nem toda alteração significa algo grave.
Mas também não deve ser ignorada.

O que são TGO e TGP?

 

TGO (Transaminase Glutâmico Oxalacética) e TGP (Transaminase Glutâmico Pirúvica) são enzimas presentes principalmente nas células do fígado, sendo conhecidas como transaminases .

 

Elas participam do metabolismo normal do organismo, mas quando há algum grau de agressão às células hepáticas, essas enzimas podem ser liberadas na corrente sanguínea — e, por isso, aparecem elevadas nos exames.

 

Por esse motivo, quando aparecem TGO e TGP alteradas no exame , muitas vezes dizemos que há elevação das enzimas do fígado .



Elas podem ser encontradas em exames ou em textos também com outros nomes:

 

  • TGO (AST – Aspartato Aminotransferase)
  • TGP (ALT – Alanina Aminotransferase)

 

TGO e TGP alteradas significam doença no fígado?

Nem sempre. Pequenas elevações podem acontecer por diferentes motivos e, muitas vezes, são transitórias.

Por isso, um exame alterado isoladamente não é suficiente para definir um diagnóstico.


A interpretação correta depende de um conjunto de fatores: o grau da alteração, a presença de sintomas, outros exames e o contexto clínico.


 

Em muitos casos, um exame do fígado alterado isoladamente não significa necessariamente um problema grave.



Principais causas de TGO e TGP alteradas

Na prática, algumas causas são mais frequentes:


A gordura no fígado (esteatose hepática) é hoje uma das principais, especialmente em pessoas com sobrepeso, diabetes ou colesterol elevado.


O consumo de álcool também pode levar à inflamação hepática e aumento das enzimas.


Além disso, alguns medicamentos podem causar elevação temporária, assim como infecções (como hepatites virais) e doenças metabólicas.


Um ponto que muitas pessoas não sabem é que exercícios físicos muito intensos também podem aumentar a TGO, já que essa enzima também está presente nos músculos.

Qual a diferença entre TGO e TGP?

 

A principal diferença entre essas enzimas está na distribuição nos tecidos do corpo.


A TGP é mais específica do fígado, sendo considerada um marcador mais direto de lesão hepática.


Já a TGO também está presente em outros tecidos, como músculos e coração.


Por isso, quando a TGO está elevada isoladamente, é importante considerar outras possíveis causas além do fígado.


Quando a alteração das transaminases precisa ser investigada pelo hepatologista?

 

Em muitos casos, pequenas elevações podem ser acompanhadas apenas com novos exames. No entanto, algumas situações indicam a necessidade de investigação mais detalhada.

 

Isso inclui:

 

  • valores muito elevados de TGO e TGP
  • enzimas do fígado altas de forma persistente em exames repetidos
  • presença de sintomas como dor abdominal ou icterícia
  • associação com ferritina alta
  • alterações em outros exames hepáticos, como bilirrubina


Nessas situações, é importante investigar a causa do exame de fígado alterado .

 

Quais exames podem ser necessários?

Quando há alteração nas enzimas do fígado, pode ser necessário complementar a investigação.

Isso pode incluir exames de imagem, como ultrassonografia, além de exames laboratoriais para avaliar causas metabólicas, infecciosas ou inflamatórias.

O objetivo não é apenas confirmar que o exame está alterado, mas entender o porquê.

 

Qual valor de TGO e TGP é considerado preocupante?

 

O grau de elevação é importante. Pequenos aumentos podem ocorrer temporariamente e muitas vezes não indicam doença grave. Já valores muito elevados ou enzimas do fígado altas de forma persistente geralmente exigem investigação para identificar a causa.

 

TGO e TGP alteradas têm tratamento?

O tratamento depende da causa da alteração.

Por exemplo:

 

  • na gordura no fígado , mudanças no estilo de vida são fundamentais
  • reduzir ou suspender o consumo de álcool pode normalizar as enzimas
  • alguns medicamentos podem precisar ser ajustados
  • hepatites virais podem exigir tratamento específico

 

Em muitos casos, tratar a causa da alteração permite que TGO e TGP retornem aos níveis normais .

Conclusão

TGO e TGP alteradas são um achado comum  e, na maioria das vezes, não indicam doença grave imediata.


Mas também não devem ser ignoradas.


Entender a causa da alteração é o que permite definir se há necessidade de tratamento, acompanhamento ou apenas observação.



E é isso que faz a diferença no cuidado a longo prazo.

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Receber o diagnóstico de gordura no fígado (esteatose hepática) é cada vez mais comum. E uma das perguntas que mais escuto no consultório depois desse diagnóstico é: “Doutora, posso continuar bebendo?” Às vezes a pergunta vem acompanhada de outra: “Mas eu só bebo socialmente. Isso também faz mal?” Durante muito tempo, o consumo leve ou moderado de álcool foi visto com menos preocupação em pessoas com esteatose. Hoje, porém, sabemos que a relação entre álcool e gordura no fígado exige mais cautela. Afinal, quem tem gordura no fígado pode beber álcool? De forma geral, o consumo de álcool deve ser desencorajado em pessoas com esteatose hepática. Isso acontece porque álcool e alterações metabólicas podem coexistir e contribuir juntos para a progressão da doença hepática. A recomendação individual, entretanto, depende de fatores como quantidade e frequência do consumo, presença de obesidade, diabetes ou outras alterações metabólicas e, principalmente, do grau de comprometimento do fígado. Existe uma quantidade segura de álcool para quem tem gordura no fígado? Essa é provavelmente a pergunta mais difícil — e mais importante. Não podemos estabelecer uma quantidade de álcool completamente isenta de risco para todas as pessoas com esteatose. O risco não depende apenas da quantidade de bebida. O contexto metabólico e o estágio da doença hepática também importam. Por isso, duas pessoas que aparentemente bebem a mesma quantidade podem não ter o mesmo risco. Álcool pode piorar uma gordura no fígado que não foi causada pela bebida? Sim. Esse é um ponto importante porque ainda existe a ideia de que precisamos escolher entre duas possibilidades: ou a gordura no fígado é “metabólica” ou é “do álcool”. Na prática, esses fatores podem coexistir. Uma pessoa pode desenvolver esteatose associada a obesidade, resistência à insulina, diabetes, alterações do colesterol ou dos triglicerídeos e, ao mesmo tempo, consumir álcool. Nessa situação, a bebida pode acrescentar um fator de agressão a um fígado que já apresenta alterações metabólicas. Gordura no fígado causada pelo álcool é diferente? A classificação atual das doenças hepáticas reconhece justamente essa sobreposição. A sigla MASLD é utilizada para a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. Já MetALD descreve pacientes que apresentam critérios metabólicos associados a determinado nível de consumo de álcool. Existe ainda a ALD , doença hepática relacionada predominantemente ao álcool. Na ultrassonografia, aparecem todas da mesma forma: aumento da ecogenicidade hepática . O médico que vai definir qual é a causa principal (ou se há outras causas) Essas classificações são importantes para os médicos, mas deixam uma mensagem bastante simples para o paciente: álcool e fatores metabólicos não precisam atuar separadamente. Eles podem estar presentes ao mesmo tempo. 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Portanto, mais importante do que perguntar se cerveja “pode” ou “não pode” é avaliar quanto álcool está sendo consumido e qual é a condição do fígado daquela pessoa. E vinho? Faz menos mal ao fígado? Durante muitos anos, o vinho tinto foi associado a possíveis benefícios cardiovasculares. Isso contribuiu para a ideia de que uma pequena quantidade diária poderia ser recomendada como parte de um estilo de vida saudável. Hoje, não devemos recomendar que uma pessoa comece ou mantenha o consumo de álcool com a finalidade de proteger o coração. Para quem já apresenta gordura no fígado, o possível benefício atribuído a determinados componentes do vinho não transforma a bebida alcoólica em tratamento ou proteção para o fígado. Beber apenas no fim de semana faz mal? O organismo não interpreta o álcool de acordo com o dia da semana. Além da quantidade total consumida, o padrão de consumo também importa. Concentrar várias doses em poucas horas não deve ser considerado equivalente a um consumo pequeno simplesmente porque acontece apenas uma vez por semana. Por isso, quando avalio o consumo de álcool na consulta, não pergunto apenas “você bebe?”. É importante saber o que bebe, quanto bebe, com que frequência e quanto costuma consumir em uma mesma ocasião. E quem bebe apenas “socialmente”? “Beber socialmente” é uma expressão muito subjetiva. Para uma pessoa pode significar uma taça de vinho ocasionalmente. Para outra, várias doses todo fim de semana. Por isso, essa expressão sozinha não permite estimar o risco. Quando existe gordura no fígado, precisamos transformar o “socialmente” em quantidade e frequência reais para entender qual é o impacto daquele consumo. Quando o álcool deve ser totalmente evitado? Em pessoas com fibrose avançada ou cirrose , a recomendação é de abstinência de álcool. Nesses casos, continuar bebendo pode aumentar o risco de progressão da doença e de complicações hepáticas. Por isso, saber se existe apenas acúmulo de gordura ou se já há fibrose é uma informação importante na definição da orientação. Se eu parar de beber, a gordura no fígado melhora? Depende da causa e dos outros fatores envolvidos. Se o álcool participa do desenvolvimento ou da progressão da doença, interromper o consumo remove um fator de agressão ao fígado. Entretanto, quando também existem obesidade, diabetes, resistência à insulina, sedentarismo ou alterações dos triglicerídeos, esses fatores continuam precisando ser tratados. Por isso, parar de beber pode ser uma parte importante do tratamento, mas não necessariamente é a única. Então, o que fazer na prática? Se você tem gordura no fígado, não considere automaticamente que determinada quantidade de bebida é segura apenas porque é pequena ou porque acontece somente nos fins de semana. A orientação deve considerar o padrão de consumo, seus exames, os fatores metabólicos associados e o estágio da doença hepática. Em muitos casos, reduzir ou evitar o álcool é uma das medidas importantes para diminuir riscos e proteger o fígado no longo prazo. Como eu avalio isso na consulta Durante a consulta, procuro entender o consumo de álcool dentro do contexto geral de saúde do paciente. Avalio não apenas quanto ele bebe, mas também frequência, padrão de consumo, peso, alimentação, atividade física, exames laboratoriais e presença de outras condições metabólicas. Também é importante avaliar se existe apenas esteatose ou sinais de fibrose hepática. Mais do que responder simplesmente “pode” ou “não pode”, o objetivo é entender qual é o risco daquele consumo para aquela pessoa . Conclusão Ter gordura no fígado muda a maneira como devemos olhar para o consumo de álcool. Não basta pensar apenas na quantidade de bebida. 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Não deve ser utilizado com a finalidade de obter supostos benefícios cardiovasculares, principalmente em uma pessoa que já apresenta doença hepática. Beber somente no fim de semana é melhor? Não necessariamente. Concentrar várias doses em uma única ocasião também é relevante. A frequência, a quantidade total e o padrão de consumo precisam ser avaliados. Preciso parar completamente de beber? Em pessoas com fibrose avançada ou cirrose, a recomendação é abstinência. Nos demais casos, a orientação deve ser individualizada, embora o consumo de álcool seja desencorajado em pessoas com esteatose. Se eu parar de beber, a gordura no fígado desaparece? Pode haver melhora quando o álcool participa da doença, mas outros fatores, como excesso de peso, diabetes, resistência à insulina e alterações metabólicas, também precisam ser tratados quando presentes.
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O que é a dieta mediterrânea? A dieta mediterrânea é um padrão alimentar tradicional de países banhados pelo Mar Mediterrâneo. Ela não é uma dieta restritiva, mas um padrão alimentar associado a diversos benefícios metabólicos, através do consumo de alimentos naturais e integrais. Essa abordagem enfatiza a ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis, proporcionando não apenas benefícios para o fígado, mas também para a saúde em geral. Apesar do nome, a dieta mediterrânea não depende de alimentos importados nem de receitas típicas da Europa. Grande parte dos seus princípios pode ser aplicada utilizando alimentos comuns da alimentação brasileira. Como seguir a dieta mediterrânea no dia a dia? Na prática, a dieta mediterrânea prioriza: vegetais em todas as refeições; frutas diariamente, em torno de 3 vezes ao dia azeite de oliva como principal gordura; Peixes são consumidos com mais frequência. Grãos integrais são preferidos. Redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares. Consumo regular de nozes e castanhas Porque a dieta mediterrânea ajuda quem tem gordura no fígado? Os benefícios da Dieta Mediterrânea na gordura no fígado vão significativamente além da perda de peso. De acordo com os principais consensos e diretrizes em hepatologia, esse padrão alimentar demonstrou repetidamente proporcionar benefícios à saúde hepática e cardiovascular mesmo na ausência de redução ponderal. Os principais benefícios que transcendem a balança incluem: Proteção Cardiovascular: Como as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em pacientes com esteatose, a Dieta Mediterrânea é estratégica por reduzir o risco de eventos fatais e não fatais. Redução da Gordura Hepática e Fibrose: O padrão é eficaz na redução do conteúdo lipídico do fígado e está associado a um menor risco de progressão para fibrose avançada e cirrose. Prevenção de Câncer: A melhor adesão a esse padrão alimentar está ligada a um menor risco de desenvolver Carcinoma Hepatocelular (CHC) e outros cânceres extra-hepáticos. Melhora Metabólica: Mesmo sem perda de peso, a dieta melhora a sensibilidade à insulina e ajuda no controle de comorbidades como o Diabetes Tipo 2 e a dislipidemia. Redução da Mortalidade: Estudos observacionais mostram que este padrão reduz a mortalidade por todas as causas em adultos com gordura no fígado. Sustentabilidade: Comparada a dietas de restrição calórica severa ou dietas cetogênicas, a Dieta Mediterrânea é considerada mais fácil de ser mantida a longo prazo pelo paciente, o que é fundamental para o manejo de uma doença crônica. Esses benefícios ocorrem porque a dieta foca na qualidade dos nutrientes — priorizando azeite de oliva, vegetais, nozes e peixes — enquanto minimiza agressores metabólicos diretos, como açúcares líquidos (frutose), carnes processadas e alimentos ultraprocessados Essa dieta é muito restritiva? Muitos temem que a adesão à dieta mediterrânea signifique restrições severas. No entanto, não se trata de uma dieta rigorosa, mas de uma mudança no padrão alimentar. Como falei acima, o benefício vai além da perda de peso. O objetivo é incorporar gradualmente elementos da dieta mediterrânea em sua rotina, sem necessidade de mudanças radicais, tornando o processo mais sustentável. Perder peso faz parte do tratamento da esteatose hepática, mas o benefício dessa dieta é um fator A MAIS na melhora, independente de alcançar a perda de peso. O que preciso cortar nessa dieta? bebidas açucaradas; ultraprocessados; excesso de açúcar; excesso de álcool. Não é um alimento isolado que causa ou trata a esteatose. O padrão alimentar é muito mais importante do que um único ingrediente. Existem suplementos que melhoram gordura no fígado? Muitos pacientes, ao receberem o diagnóstico de gordura no fígado, procuram suplementos, vitaminas ou chás com a promessa de “limpar” o fígado. Mas é importante entender: nenhum suplemento substitui o tratamento principal da esteatose hepática, que envolve alimentação, atividade física, perda de peso quando indicada e controle de fatores metabólicos, como diabetes, colesterol e triglicerídeos. O café, por exemplo, é um dos alimentos mais estudados na saúde do fígado. O consumo regular de café, especialmente sem açúcar, está associado a menor risco de fibrose hepática e algumas complicações do fígado. Pode ser o café com ou sem cafeína e os estudos mostram que 3 xícaras ao dia seria a quantidade ideal. Porém, ele deve ser ajustado à tolerância individual, especialmente em pessoas com refluxo, ansiedade, insônia ou palpitações. O ômega-3 pode ser útil em alguns pacientes, principalmente quando há triglicerídeos elevados. No entanto, ele não deve ser visto como tratamento isolado para gordura no fígado. Sua indicação precisa considerar o perfil metabólico de cada pessoa. Vitaminas e antioxidantes também não devem ser usados de forma indiscriminada. Em alguns casos específicos, podem ter indicação médica, mas o uso por conta própria pode gerar excesso, interações ou uma falsa sensação de segurança. Já os chamados “chás detox” merecem ainda mais cuidado. Até o momento, não existe evidência de que eles eliminem gordura do fígado. Além disso, produtos naturais também podem causar efeitos adversos e, em alguns casos, lesão hepática. Por isso, antes de iniciar qualquer suplemento, o mais seguro é entender a causa da esteatose, avaliar exames, identificar riscos associados e definir uma estratégia individualizada. No tratamento da gordura no fígado, o mais importante não é encontrar uma fórmula pronta, mas construir um plano que faça sentido para a sua saúde e para a sua rotina. Como eu aplico isso na prática com pacientes Na prática, não se trata de entregar uma dieta pronta. Na consulta, procuro entender como é a rotina alimentar do paciente, quais são os principais pontos de desorganização e quais mudanças são realmente possíveis naquele momento. A partir disso, organizamos metas progressivas, adaptadas à realidade de cada pessoa. O objetivo não é uma mudança radical, mas um processo que o paciente consiga sustentar ao longo do tempo. Uma dieta com restrição de calorias pode ser necessária e prescrita por nutricionista, para alcançar a meta de perda de peso orientada no tratamento da gordura no fígado. Como começar hoje Se você recebeu o diagnóstico de gordura no fígado, três mudanças costumam trazer mais impacto do que tentar transformar toda a alimentação de uma só vez: troque refrigerantes e bebidas açucaradas por água ou café sem açúcar; aumente o consumo de verduras e legumes nas principais refeições; utilize azeite de oliva para temperar as refeições no lugar de outras gorduras. Não é necessário buscar a perfeição desde o primeiro dia. O mais importante é construir um padrão alimentar que possa ser mantido no longo prazo. Conclusão A melhor dieta para quem tem gordura no fígado não é a mais restritiva. É aquela baseada em evidências, adaptada à sua rotina e que pode ser mantida ao longo do tempo. Pequenas mudanças sustentadas costumam trazer resultados muito maiores do que grandes mudanças que duram apenas algumas semanas. Perguntas frequentes  Qual é a melhor dieta para quem tem gordura no fígado? Atualmente, a dieta mediterrânea é o padrão alimentar com maior nível de evidência científica para pacientes com esteatose hepática. Ela prioriza alimentos naturais, azeite de oliva, frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, além de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares. A dieta mediterrânea melhora a gordura no fígado mesmo sem emagrecer? Sim. Estudos mostram que esse padrão alimentar pode reduzir a gordura no fígado e melhorar parâmetros metabólicos mesmo quando a perda de peso é pequena. Ainda assim, quando há sobrepeso ou obesidade, emagrecer continua sendo uma parte importante do tratamento. Preciso cortar completamente carboidratos? Não. O mais importante é priorizar carboidratos de melhor qualidade, como arroz integral, batata e outros alimentos in natura, reduzindo o consumo de bebidas açucaradas, doces e alimentos ultraprocessados. Posso comer frutas se tenho gordura no fígado? Sim. As frutas fazem parte da dieta mediterrânea e podem ser consumidas normalmente. O problema não são as frutas, mas o consumo excessivo de açúcar adicionado e bebidas adoçadas. Existe algum suplemento que elimine a gordura no fígado? Não. Até o momento, nenhum suplemento demonstrou substituir os benefícios da alimentação saudável, da atividade física e da perda de peso quando indicada.
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