Refluxo gastroesofágico: como melhorar os sintomas sem depender apenas de medicamentos

Ana Beatriz Sacerdote • February 20, 2026

9 formas de se melhorar seu  Refluxo (sem remédios)!


Se você está aqui lendo sobre tratamento para refluxo gastroesofágico sem remédio, provavelmente você faz parte de um desses perfis de pessoa:


1. Pessoa que não gosta de tomar remédio e sempre procura alternativas não medicamentosas:

Gosto de estudar opções não-medicamentosas de tratamento, acho que mesmo que elas nem sempre consigam resolver (assim como os próprios remédios), elas sempre conseguem ajudar!


2. Pessoa que está usando remédio como tratamento para refluxo gastroesofágico mas não está melhorando:

Isso não é incomum, infelizmente!

30% dos pacientes não melhoram com as medicações regulares para refluxo (Omeprazol e seus colegas, que são uma classe de remédios chamados de inibidores da bomba de prótons, que reduzem a produção de ácido no estômago).

Em alguns casos é porque na verdade não se trata de doença do refluxo gastroesofágico e sim outra doença como hipersensibilidade ao refluxo (na doença do refluxo há um excesso de refluxo, na hipersensibilidade ao refluxo a quantidade de refluxo é a normal de todo mundo, mas a pessoa sente os sintomas mesmo assim) ou pirose funcional (quando pode haver uma alteração na percepção do esôfago faz ele ter sintomas de refluxo mesmo na ausência de refluxo comprovado ao exame). A investigação correta pode diferenciar essas condições. 

Mas importante lembrar também que a ausência de resposta pode ser por uso incorreto da medicação de refluxo (essas medicações devem ser usadas diariamente pelo período prescrito, não adianta usar apenas quando tem sintomas!) OU porque algum hábito está favorecendo o refluxo continuar acontecendo (vendo essas 9 dicas você pode identificar se esse é o seu caso)


3. Pessoas que usam remédio para tratamento do refluxo gastroesofágico há muito tempo mas querem parar:

👏🏽👏🏽 Essa iniciativa é importantíssima!

Isso deve ser sempre discutido com seu médico, mas quanto mais informações temos melhor conseguimos tomar essa decisão.

Isso deve ser sempre discutido com seu médico, mas quanto mais informações temos melhor conseguimos tomar essa decisão.

Na Doença do Refluxo Gastroesofágico, o tratamento não medicamentoso (ou seja, sem remédios), é MUITO importante.

Ele vai ser essencial para esses 3 tipos de pessoas que citei acima.

Podemos tentar um tratamento para refluxo gastroesofágico sem remédios? Sim! Vai depender de várias coisas como a intensidade dos seus sintomas, o resultado dos seus exames, mas isso pode ser definido melhor durante a sua consulta!

Algumas dicas você conhece, outras não (acho que a oitava é uma das menos conhecidas).

Tento dizer o motivo de cada uma, então mesmo que você já saiba disso tudo, é sempre bom entender o porquê de cada coisa!

Quando chegar na consulta você já vai sabendo o que funciona ou não pra você e juntos conseguimos avaliar os próximos passos!







  • 1. Perda de peso no tratamento para refluxo

    A perda de peso é uma das medidas com mais evidência na hora de tratar refluxo (1)(2). Se você está acima do peso, perder alguns quilinhos pode ajudar a reduzir seu refluxo, inclusive muitas pessoas começam a ter sintomas depois que ganham peso. 


    O excesso de peso pode aumentar a pressão no abdome e piorar o refluxo, por isso a perda de peso vai te ajudar e até te livrar dos comprimidos. 


    A perda de peso pode te ajudar inclusive no tratamento de outras doenças, como a gordura no fígado!

  • 2. Elevar a cabeceira da cama para evitar refluxo noturno

    Nem todo mundo gosta da ideia do travesseiro anti-refluxo, nem todo mundo consegue dormir com ele (eu com certeza não conseguiria). Uma alternativa é elevar a cabeceira da cama, 5 a 10 centímetros. Pode ser com um um pedaço de madeira por exemplo.


     Elevar a cabeceira isoladamente não serve para tratar refluxo, serve para evitar que ele aconteça. Não lembrar do refluxo noturno pode atrapalhar o tratamento do refluxo gastroesofágico! O importante é tentar deixar a cabeceira mais alta, para evitar que o conteúdo ácido do estômago suba para o esôfago. 


    Essa medida é especialmente importante para quem tem sintomas noturnos e quem tem sintomas como tosse e rouquidão, sufocamento noturno, falta de ar, que são sintomas atípicos por conta de refluxo machucando a laringe.(2) 


    ATENÇÃO: usar travesseiros a mais para elevar apenas a cabeça não é bom! A posição pode comprimir o abdome e piorar o refluxo.


  • 3. Ajustes na alimentação: existe dieta obrigatória para tratamento do refluxo?

    A dieta é um ponto muito importante e muito pessoal na hora de tratar refluxo. Já vi pessoas perdendo peso de forma não saudável por dietas muito restritivas. Ou ficando ansiosas e deprimidas por ter que eliminar tudo que dava prazer na dieta. 


    Existem alimentos que em teoria podem piorar os sintomas de refluxo, mas que na prática são diferentes para cada pessoa. 


    Alguns alimentos podem dar azia e queimação em algumas pessoas e outras não. Para o tratamento do refluxo gastroesofágico, não é obrigatório eliminar TODOS os alimentos que dizem por aí. O correto é fazer uma eliminação SELETIVA de certos alimentos que você perceba que PIORAM seu refluxo, ou que você se sinta melhor quando deixa de comer.


    Essas dicas de alimentação no refluxo são um mundo à parte, por isso fiz uma postagem só para isso, leia aqui!


  • 4. Fracione as refeições

    Tente comer mais vezes ao dia e em quantidades menores. As refeições com maior volume (muita comida) deixam o estômago mais cheio e favorecem o refluxo. 


    Se você lanchar pela manhã e à tarde (uma fruta, um iogurte), vai chegar no almoço e jantar com menos fome e provavelmente vai precisar comer uma quantidade menor, reduzindo o risco de ficar com o estômago muito cheio.


  • 5. Pare de fumar

    Se você fuma, tente parar de fumar. A saliva ajuda a neutralizar o ácido do refluxo, e fumar reduz a quantidade de saliva e provoca tosse (que aumenta a pressão no estômago e piora o refluxo). 


    Além disso o cigarro faz a “porta” que liga o esôfago e o estômago ficar “defeituosa” e abrir com mais facilidade, deixando passar o conteúdo ácido.


    Com refluxo, sem refluxo, com gastrite, sem gastrite... encare como um sinal divino ou como uma coincidência: Por favor, pare de fumar.

  • 6. Evite deitar após comer

    Essa também é uma medida mais para evitar que para tratar refluxo. Deitar com o estômago cheio pode piorar os seus sintomas. Tente comer 2 a 3 horas antes da hora de dormir. 


    O estômago demora um pouco para esvaziar completamente, quanto mais vazio ele estiver, menos chance do seu conteúdo ficar voltando pro esôfago. 


    Mesmo que você precise de medicamentos para tratar refluxo, esse hábito de deitar logo após comer pode fazer com que seus sintomas persistam.


  • 7. Faça exercício (mas na intensidade adequada!)

    Exercícios físicos ajudam a movimentação normal do estômago e intestino, ajudando a evitar constipação e fazer com que o estômago esvazie mais rápido. Quanto mais rápido o estômago esvazia menor a chance daquele conteúdo ácido ficar retornando.


    Porém exercícios muito intensos e extenuantes podem piorar o refluxo em algumas pessoas. Não se sabe se por “roubarem”o fluxo de sangue do estômago ou se por excesso de pressão abdominal. 


    Se você faz exercício muito intenso, tente observar como isso afeta seus sintomas. Pode ser que o excesso de exercícios abdominais em um mesmo treino também cause sintomas, tente dividir o exercícios abdominais pelos treinos da semana, não fazer uma grande quantidade em apenas um dia.

  • 8. Fortaleça o seu diafragma

    O Diafragma é um músculo que separa o tórax do abdome. Ele auxilia na respiração e pela sua posição, envolve o final do seu esôfago. Se fortalecido, esse músculo funciona como uma barreira anti-refluxo, ajudando a impedir que haja retorno de conteúdo ácido para o estômago. 


    Como os demais músculos, ele pode ser fortalecido através de exercícios. Diversos estudos têm demonstrado que exercícios de respiração para fortalecer o diafragma ajudam a tratar refluxo porque reduzem os sintomas de queimação, regurgitação e inclusive as eructações (na linguagem popular: arrotos), que podem estar associados ao refluxo. (3


    Esses fortalecimento pode ser feito junto com um profissional especializado (fonoaudiólogo ou fisioterapeuta), mas existe um exercício fácil que dá pra fazer em casa:


    Deite de barriga para cima, com uma mão na barriga, acima do umbigo, e outra no tórax

    Inspire pelo nariz e expire pela boca, como se houvesse um balão dentro do seu abdome. Apenas sua barriga deve se mexer na respiração, a mão que está sob o tórax deve ficar parada.


    O objetivo é que apenas o abdômen levante e abaixe durante a sua respiração, com o tórax e ombros parados


    A respiração deve ser lenta. Cada inalação deve durar em torno de 4 segundos. Exalar deve durar o dobro do tempo, 8 segundos. Ou seja: puxar o ar contando mentalmente até 4, soltar o ar contando mentalmente até 8 enquanto solta o ar. Se você não consegue todo esse tempo, preste atenção apenas para que a expiração dure mais que a inspiração.


    Você deve fazer inicialmente os exercícios por 10 minutos, 2 vezes ao dia.

    Tem um vídeo mostrando a técnica aqui! 


    Essa respiração também é usada na Ioga e também pode ajudar a reduzir a ansiedade, que também pode estar associada aos sintomas do refluxo.


  • 9. Evite roupas apertadas:

    Descreva o item ou responda a pergunta paVocê já notou piora dos sintomas quando usa roupas apertadas ou quando faz exercícios abdominais? Isso realmente pode acontecer, pela pressão que as roupas ou esse exercício faz na região.Tente observar se seus sintomas mudam nos dias em que não faz abdominal ou nos dias que usa roupas mais folgadas.

    ra que os visitantes do site que estejam interessados possam obter mais informações. Você pode enfatizar este texto com marcadores, itálico ou negrito e adicionar links.

  • DICA EXTRA

    Crie um diário de sintomas! 


    Anote dia e horário que sentiu o sintoma, e gradue a intensidade de 1 a 5 (sendo 1 o mais leve e 5 o mais forte). Anote quanto tempo durou mais ou menos e o que você comeu na última refeição antes de ter o sintoma. Dessa forma você consegue identificar o que pode ter causado e acompanha sua melhora! 


    Além de poder mostrar ao seu médico e acompanhar com ele como tem ficado o seu sintoma! Vou colocar um exemplo abaixo de como fazer!

  • Preciso procurar um gastroenterologista?

    Sim. Às vezes essas simples mudanças podem te fazer melhorar do refluxo sem medicação, ou começar a reduzir as suas doses de medicação se você já usa. 


    Mas procurar um gastroenterologista é importante para avaliar a necessidade e frequência de endoscopia, diagnósticos alternativos, necessidade de uso de medicação.


     É necessário procurar sempre, e ainda com mais urgência se:


    Seus sintomas começaram depois dos 50 anos


    Você vem perdendo peso de forma inexplicável


    Tem dor forte ou entalos ou engasgos quando se alimenta


    Tem história familiar de câncer de estômago ou esôfago


    Tem dores no peito


    Esses sintomas devem ser investigados e talvez você precise fazer uma endoscopia caso não tenha feito esse exame recentemente



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By Ana Beatriz Sacerdote July 30, 2026
Introdução Receber o diagnóstico de gordura no fígado costuma ser seguido da mesma dúvida: "O que eu posso comer?" Na maioria das vezes, a orientação é apenas "melhore sua alimentação". Mas, na prática, poucos pacientes sabem exatamente o que isso significa. Qual o papel da alimentação na gordura no fígado? A alimentação é um dos pilares do tratamento da esteatose hepática. Ela influencia diretamente a resistência à insulina, o acúmulo de gordura no fígado e o risco de progressão da doença. Embora perder peso seja importante, a qualidade da alimentação também faz diferença. Existe uma dieta específica para quem tem gordura no fígado? Não existe uma única dieta capaz de tratar a gordura no fígado. A perda de peso continua sendo a principal estratégia terapêutica e pode ser alcançada com diferentes padrões alimentares. Entretanto, entre todas as dietas estudadas, uma delas reúne o maior número de evidências científicas para pacientes com esteatose hepática: a dieta mediterrânea. O que é a dieta mediterrânea? A dieta mediterrânea é um padrão alimentar tradicional de países banhados pelo Mar Mediterrâneo. Ela não é uma dieta restritiva, mas um padrão alimentar associado a diversos benefícios metabólicos, através do consumo de alimentos naturais e integrais. Essa abordagem enfatiza a ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis, proporcionando não apenas benefícios para o fígado, mas também para a saúde em geral. Apesar do nome, a dieta mediterrânea não depende de alimentos importados nem de receitas típicas da Europa. Grande parte dos seus princípios pode ser aplicada utilizando alimentos comuns da alimentação brasileira. Como seguir a dieta mediterrânea no dia a dia? Na prática, a dieta mediterrânea prioriza: vegetais em todas as refeições; frutas diariamente, em torno de 3 vezes ao dia azeite de oliva como principal gordura; Peixes são consumidos com mais frequência. Grãos integrais são preferidos. Redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares. Consumo regular de nozes e castanhas Porque a dieta mediterrânea ajuda quem tem gordura no fígado? Os benefícios da Dieta Mediterrânea na gordura no fígado vão significativamente além da perda de peso. De acordo com os principais consensos e diretrizes em hepatologia, esse padrão alimentar demonstrou repetidamente proporcionar benefícios à saúde hepática e cardiovascular mesmo na ausência de redução ponderal. Os principais benefícios que transcendem a balança incluem: Proteção Cardiovascular: Como as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em pacientes com esteatose, a Dieta Mediterrânea é estratégica por reduzir o risco de eventos fatais e não fatais. Redução da Gordura Hepática e Fibrose: O padrão é eficaz na redução do conteúdo lipídico do fígado e está associado a um menor risco de progressão para fibrose avançada e cirrose. Prevenção de Câncer: A melhor adesão a esse padrão alimentar está ligada a um menor risco de desenvolver Carcinoma Hepatocelular (CHC) e outros cânceres extra-hepáticos. Melhora Metabólica: Mesmo sem perda de peso, a dieta melhora a sensibilidade à insulina e ajuda no controle de comorbidades como o Diabetes Tipo 2 e a dislipidemia. Redução da Mortalidade: Estudos observacionais mostram que este padrão reduz a mortalidade por todas as causas em adultos com gordura no fígado. Sustentabilidade: Comparada a dietas de restrição calórica severa ou dietas cetogênicas, a Dieta Mediterrânea é considerada mais fácil de ser mantida a longo prazo pelo paciente, o que é fundamental para o manejo de uma doença crônica. Esses benefícios ocorrem porque a dieta foca na qualidade dos nutrientes — priorizando azeite de oliva, vegetais, nozes e peixes — enquanto minimiza agressores metabólicos diretos, como açúcares líquidos (frutose), carnes processadas e alimentos ultraprocessados Essa dieta é muito restritiva? Muitos temem que a adesão à dieta mediterrânea signifique restrições severas. No entanto, não se trata de uma dieta rigorosa, mas de uma mudança no padrão alimentar. Como falei acima, o benefício vai além da perda de peso. O objetivo é incorporar gradualmente elementos da dieta mediterrânea em sua rotina, sem necessidade de mudanças radicais, tornando o processo mais sustentável. Perder peso faz parte do tratamento da esteatose hepática, mas o benefício dessa dieta é um fator A MAIS na melhora, independente de alcançar a perda de peso. O que preciso cortar nessa dieta? bebidas açucaradas; ultraprocessados; excesso de açúcar; excesso de álcool. Não é um alimento isolado que causa ou trata a esteatose. O padrão alimentar é muito mais importante do que um único ingrediente. Existem suplementos que melhoram gordura no fígado? Muitos pacientes, ao receberem o diagnóstico de gordura no fígado, procuram suplementos, vitaminas ou chás com a promessa de “limpar” o fígado. Mas é importante entender: nenhum suplemento substitui o tratamento principal da esteatose hepática, que envolve alimentação, atividade física, perda de peso quando indicada e controle de fatores metabólicos, como diabetes, colesterol e triglicerídeos. O café, por exemplo, é um dos alimentos mais estudados na saúde do fígado. O consumo regular de café, especialmente sem açúcar, está associado a menor risco de fibrose hepática e algumas complicações do fígado. Pode ser o café com ou sem cafeína e os estudos mostram que 3 xícaras ao dia seria a quantidade ideal. Porém, ele deve ser ajustado à tolerância individual, especialmente em pessoas com refluxo, ansiedade, insônia ou palpitações. O ômega-3 pode ser útil em alguns pacientes, principalmente quando há triglicerídeos elevados. No entanto, ele não deve ser visto como tratamento isolado para gordura no fígado. Sua indicação precisa considerar o perfil metabólico de cada pessoa. Vitaminas e antioxidantes também não devem ser usados de forma indiscriminada. Em alguns casos específicos, podem ter indicação médica, mas o uso por conta própria pode gerar excesso, interações ou uma falsa sensação de segurança. Já os chamados “chás detox” merecem ainda mais cuidado. Até o momento, não existe evidência de que eles eliminem gordura do fígado. Além disso, produtos naturais também podem causar efeitos adversos e, em alguns casos, lesão hepática. Por isso, antes de iniciar qualquer suplemento, o mais seguro é entender a causa da esteatose, avaliar exames, identificar riscos associados e definir uma estratégia individualizada. No tratamento da gordura no fígado, o mais importante não é encontrar uma fórmula pronta, mas construir um plano que faça sentido para a sua saúde e para a sua rotina. Como eu aplico isso na prática com pacientes Na prática, não se trata de entregar uma dieta pronta. Na consulta, procuro entender como é a rotina alimentar do paciente, quais são os principais pontos de desorganização e quais mudanças são realmente possíveis naquele momento. A partir disso, organizamos metas progressivas, adaptadas à realidade de cada pessoa. O objetivo não é uma mudança radical, mas um processo que o paciente consiga sustentar ao longo do tempo. Uma dieta com restrição de calorias pode ser necessária e prescrita por nutricionista, para alcançar a meta de perda de peso orientada no tratamento da gordura no fígado. Como começar hoje Se você recebeu o diagnóstico de gordura no fígado, três mudanças costumam trazer mais impacto do que tentar transformar toda a alimentação de uma só vez: troque refrigerantes e bebidas açucaradas por água ou café sem açúcar; aumente o consumo de verduras e legumes nas principais refeições; utilize azeite de oliva para temperar as refeições no lugar de outras gorduras. Não é necessário buscar a perfeição desde o primeiro dia. O mais importante é construir um padrão alimentar que possa ser mantido no longo prazo. Conclusão A melhor dieta para quem tem gordura no fígado não é a mais restritiva. É aquela baseada em evidências, adaptada à sua rotina e que pode ser mantida ao longo do tempo. Pequenas mudanças sustentadas costumam trazer resultados muito maiores do que grandes mudanças que duram apenas algumas semanas. Perguntas frequentes Qual é a melhor dieta para quem tem gordura no fígado? Atualmente, a dieta mediterrânea é o padrão alimentar com maior nível de evidência científica para pacientes com esteatose hepática. Ela prioriza alimentos naturais, azeite de oliva, frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, além de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares. A dieta mediterrânea melhora a gordura no fígado mesmo sem emagrecer? Sim. Estudos mostram que esse padrão alimentar pode reduzir a gordura no fígado e melhorar parâmetros metabólicos mesmo quando a perda de peso é pequena. Ainda assim, quando há sobrepeso ou obesidade, emagrecer continua sendo uma parte importante do tratamento. Preciso cortar completamente carboidratos? Não. O mais importante é priorizar carboidratos de melhor qualidade, como arroz integral, batata e outros alimentos in natura, reduzindo o consumo de bebidas açucaradas, doces e alimentos ultraprocessados. Posso comer frutas se tenho gordura no fígado? Sim. As frutas fazem parte da dieta mediterrânea e podem ser consumidas normalmente. O problema não são as frutas, mas o consumo excessivo de açúcar adicionado e bebidas adoçadas. Existe algum suplemento que elimine a gordura no fígado? Não. Até o momento, nenhum suplemento demonstrou substituir os benefícios da alimentação saudável, da atividade física e da perda de peso quando indicada.
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